Eu, uma Executiva da área de Tecnologia que já estive nas mais diversas rotas do Brasil, ainda não conhecia uma das nossas maiores riquezas, e por que não dizer da Terra? Estou falando de algo grandioso em extensão e beleza, considerado parte do pulmão do mundo, a Região Norte. Esse é um roteiro pouco explorado pelos turistas comuns, já que é visto como algo mais selvagem e aventureiro. 

"Esse é um roteiro pouco explorado pelos turistas comuns, já que é visto como algo mais selvagem e aventureiro."

Além disso, dependendo do voo e da cidade, leva-se quase o mesmo tempo que ir para Miami, sem Free Shop é verdade, mas com zona franca, o que é quase a mesma coisa. Por conta de um evento da empresa meu primeiro destino seria Macapá. Logo ele, um dos menores e menos conhecidos, turisticamente falando. Vamos lá e sem medo, já que a primeira providência era tomar a vacina da febre amarela, com pelo menos 10 dias de antecedência. Ela é gratuita nos postos de saúde das cidades, basta levar seu cartão do SUS e caso não tenha, eles fazem um na hora do seu atendimento. Antes de ir ligue para a unidade escolhida e confirme se eles tem o medicamento, pois nem todos os endereços possuem esta vacina disponível. Feito isto, pesquisei sobre a temperatura local e o que levar para vestir. Era novembro, previsão de 43 graus com pancadas de chuvas durante o dia, todo dia. O Norte é assim, muito quente e muito úmido. Levei vestidos, mas dentro da sala do evento o ar estava congelante, o que é costume do Nordeste para cima. Eles abaixam muito a temperatura comparado com o lado de fora, então leve casacos leves. A comida do hotel provou que os sabores locais são incríveis, ricos em peixes e frutas que raramente encontramos em outros lugares. Não me atrevo a nomear para não limitar sua fome e desejo, prove de tudo e não se arrependerá. Ao final do primeiro dia de trabalho fomos até o Marco Zero da cidade, é ponto por onde passa a linha do Equador dividindo a Terra em seus dois Hemisférios. 

 

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Achei incrível essa sensação de estar no meio do mundo, tenho um certo apego por essas linhas imaginárias, talvez por que quando eu era criança sempre achei que poderia ver o trópico de Capricórnio, que é o meu signo. Para aproveitar o final da tarde, seguimos para a Fortaleza São José onde a luz estava radiante e linda. Este lugar que também serviu de prisão ganha uma calma e beleza estonteante. A beira do Rio Amazonas mais lembra uma praia de águas tranquilas, e completando a paisagem vários praticantes de Kitesurf aproveitavam o vento propício para a prática do esporte. Um show a parte. No dia seguinte, tiramos o dia de folga e embarcarmos literalmente no turismo com o tradicional passeio de barco pelo Rio Amazonas.

Foi aqui que este texto ganhou seu título. Se você nunca esteve em uma floresta tropical, não tem ideia de todos os tons e nuances de verde que existem, dos animais exóticos e todo tipo de vida que faz deste lugar algo único. É enriquecedor, diferente de tudo que possa ter visto. Passamos por algumas vilas e vimos que a vida dos ribeirinhos é muito simples nestas margens, mas mesmo assim eles tem até uma vida noturna. Outra coisa que eu não imaginava era o tamanho dos navios que circulam por lá. Eles são responsáveis pelo transporte de milhões de toneladas de minérios extraídos das minas in loco. Mas o forte da economia local é mantida pela produção do famoso Açaí. A hora mais esperada do passeio era avistar os Botos nadando em seu habitat natural. Difícil de ver, pois eles ficam muito tímidos com a presença das embarcações. Ou eu não piscava, ou tirava fotos, então escolhi a primeira alternativa. Essa criatura é mesmo divina e a famosa lenda do encantamento agora parece ser possível. Consegui apenas o registro de uma pontinha do Boto Rosa, do Cinza não, ele foi mais rápido que eu. O retorno para a cidade foi o último presente da natureza neste dia, um verdadeiro pôr do sol dos Deuses. Agora sei que o meu país é completo em todas as direções, e que vocês mulheres possam fazer da Rosa dos Ventos um acessório indispensável na bolsa.

 

 

 

Andhréa Silva

Formada em Produção Editorial, sou uma inquieta digital, 
desde sempre trabalho com Tecnologia  e preciso expor
meus bits em palavras, é essencial para meu HD interno.
Blogeira amadora e Viajante profissional no trabalho e na vida.

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