Já pensou em fazer uma viagem volta ao mundo?! A Patrícia do blog Bagagem de Memórias curtiu essa aventura e nos contou tudo com detalhes nessa entrevista que foi dividida em duas partes. Saiba tudo sobre o planejamento, custos e a experiência de conhecer 52 cidades!

 

1) Quais países conheceu?
Passei por todos os continentes, com exceção de África, mas o foco da viagem foi a Ásia.
Estive nos Estados Unidos, Espanha, Inglaterra, Escócia, Holanda, Bélgica, Malásia, Indonésia, Japão, Coréia do Sul, China, Tailândia, Camboja, Vietnã, Laos, Austrália e Argentina, num total de 17 países e 52 cidades.
 
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2) Quanto tempo durou a viagem? Quanto tempo ficou em cada país?
Foram seis meses e meio viajando, e meu tempo em cada país variou muito, entre três e 20 dias. Em alguns, visitei apenas uma cidade; já noutros, fiz viagens internas e conheci melhor suas regiões. Certos lugares eu queria conhecer mais a fundo, em outros passei por questão de logística.
 
 
 
3) Qual foi o custo total da viagem?
O investimento foi de R$ 40 mil, incluindo passagens e demais deslocamentos, hospedagens, alimentação, passeios, vistos, seguro e algumas comprinhas. Anotei cada centavo gasto e tentei reduzir ao máximo os custos, mas sem deixar de aproveitar o lugar. O valor final ficou dentro do planejado.
 
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4) Qual foi o tempo de planejamento da viagem?
O planejamento, as pesquisas e as simulações de rota para definir roteiro e orçamento duraram cerca de seis meses. Minha lista inicial tinha mais de 40 países, mas tive que reduzi-la. Minha grande preocupação era o clima local. Queria evitar períodos de chuva e frio, pois roupas de inverno pesam e ocupam muito espaço na mala. Também levei em consideração a burocracia, a logística, o custo de vida local e os motivos culturais e religiosos de cada país. 
 
Ao final, saí do Brasil com o roteiro de países definido e parte das passagens comprada, mas, outros detalhes, como hospedagem, passeios, deslocamentos internos e até mesmo a compra de algumas passagens internacionais, resolvi durante a viagem.

 

 
5) Você foi sozinha? Com excursão?
Fui sozinha, de mochilão. Em alguns lugares eu tinha conhecidos, amigos e familiares, e combinei de encontrá-los em suas férias, mas, na maior parte do tempo, viajei sozinha. Fiz inúmeros amigos na estrada, ou seja, na verdade, eu não estava tão sozinha assim!
 
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6) Você foi por agência de viagens, ou organizou por conta própria?
Organizei tudo sozinha. Um viva à internet! Saí com muita coisa não definida, pois ter liberdade, para mim, é fundamental. Por exemplo: há dias que você se planeja para ir à praia, mas conhece pessoas durante o café da manhã que vão caminhar na cidade e, então, você simplesmente muda seus planos para se juntar a elas.
 
Sou muita adepta do slow travel, menos é mais! Prefiro passar mais tempo em um lugar para conhecer mais a fundo sua cultura e o estilo de vida das pessoas a fazer uma maratona de fotos em pontos turísticos ou ficar pulando de cidade em cidade e de país em país. Isso significa que em certos dias eu não tinha planos, saía andando sem rumo e depois parava por três horas num café apenas para ver o movimento da rua, como as pessoas se comportam, se transportam ou qual a dinâmica do dia delas. Uma verdadeira imersão na cultura local e uma grande oportunidade de reflexão e aprendizado. Acredito que uma viagem por meio de agência jamais me daria essa liberdade, além disso, iria pesar mais no meu orçamento.
 
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7) Por qual tipo de hospedagem você optou? (Hotel, albergue, pousada, apartamento)
Fiz um grande mix de tudo. Hospedagem é um dos itens que pode encarecer a viagem, mas não há como fugir. É preciso ter um lugar para dormir. A maioria de minhas camas foi em quartos compartilhados de hostels, não por ser uma opção mais barata, mas por ser um lugar onde se conhece gente, faz-se amigos e encontra-se companhia para passear, jantar e beber cervejas, com possibilidades de conversas e risadas que vão até altas horas. É preciso saber escolher um hostel e, no geral, os que me hospedei eram limpos, organizados e seguros. Não tive problemas.
 
Em algumas cidades, hospedei-me na casa de amigos. Tenho-os em Nova York, nos Estados Unidos, em Tokyo e em Fukuoka, no Japão, e em Sydney, na Austrália. Conheci uma menina que mora em Bangkok, na Tailândia, quando viajava de ônibus para Siem Reap, no Camboja, e ficamos super amigas. Quando fui para Bangkok, dormi em sua casa.
 
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Em Kuala Lumpur, na Malásia, e em Seoul, na Coréia do Sul, hospedei-me pelo Couchsurfing. É como o Facebook dos viajantes, uma rede que possibilita a conexão entre travellers (viajantes) e locals (pessoas locais), que abrem suas casas para receber quem está na estrada, sem cobrar por isso. Foram experiências incríveis! O site tem um bom sistema de referências e é muito seguro. 
 
Em Bruxelas, na Bélgica, utilizei o Airbnb, um site de locação de casas ao redor do planeta, e aluguei a sala de uma espanhola que lá vive. Isso quer dizer que dormi em seu sofá-cama. Minha host foi super fofa, deu-me todas as dicas, sob o olhar de uma local, para conhecer a cidade e outras próximas. De quebra, ganhei uma amiga! Essa é a grande vantagem de se hospedar na casa de outras pessoas.
 
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Na China e em parte da Tailândia viajei com minha mãe. Como ela tem um estilo de viagem bem diferente do meu, tivemos todas as “paparicações” e a mordomia de hotéis. Já no norte da Tailândia tive a ilustre companhia de meu namorado, que estava no Brasil quando parti, e nos hospedamos em pousadinhas simples e hostels. 
 
Além disso, tive algumas hospedagens mais diferentes. Passei duas noites em um bangalô nas montanhas ao norte da Tailândia, fiz homestay em uma tribo ao norte do Vietnã e acampei sob as estrelas no deserto da Austrália. 

 

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Viagem volta ao mundo - parte 2 | WOMAN TRIP

 

Entrevistada: Patrícia
Revisão: Andrezza Conde